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Observatório do SUS – Sergipe Imprimir E-mail
Qua, 10 de Agosto de 2011 15:29

Sergipe enfrenta problemas no SUS
 
Em Sergipe, de acordo com dados no contrato assinado em fevereiro de 2010, entre o governo do Estado e a Fundação Hospitalar de Saúde, o valor de recursos para ser utilizado nas ações de saúde de todo o Estado, são de aproximadamente R$ 2.671 bilhões distribuídos em cinco anos. A quantia deverá ser empregada no Hospital de Urgência de Sergipe João Alves Filho, o maior hospital da cidade – uma unidade de alta complexidade e que também atende pacientes de outros estados – e nos Hospitais Regionais – são sete previstos, alguns já inaugurados, mas com deficiências importantes de funcionamento. Também estão incluídas as 122 clínicas de Saúde da Família, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, também de alta complexidade, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU).
 
Dos sete hospitais Regionais que devem dar a assistência à população sergipana, cerca de dois milhões de habitantes, conforme último censo, já foram inaugurados três; Lagarto, Propriá e Nossa Senhora da Glória. Mas de acordo com a população destas localidades e de constatação do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed-SE) em visita, não estão funcionando a contento. Quando não faltam profissionais médicos e de outras áreas da saúde, o problema está no equipamento para fazer os exames e outras deficiências.  O Sindimed-SE também denuncia a falta de controle na distribuição do cartão do SUS.
 
Nos primeiros meses deste ano, foi inaugurado o Hospital de Propriá, que foi restaurado. O hospital São Vicente de Paula teve o investimento de R$ 7,5 milhões, sem contar com os já inaugurados, o Hospital de Lagarto e de Nossa Senhora da Glória. Com relação a este, o representante do Sindicato dos Médicos elaborou um relatório – pontuando as deficiências – no dia em que realizou uma visita ao local, para ser encaminhada ao Ministério Público.
 
Em meados de julho, quatro deputados federais que integram a subcomissão  da Câmara que discute a reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS)– Darcísio Perondi (PMDB-RS), João Ananias (PCdoB-CE), Célia Maia (PTB-AL) e Raimundo Macedo (PMDB-CE) e Rogério Carvalho – foram até Sergipe e visitaram Unidades de Saúde da Família de Aracaju, além de São Cristóvão, Lagarto, Simão Dias, Campo do Brito e Areia Branca.
 
O Sindimed-SE afirma ainda que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2011, nos 75 municípios do Estado de Sergipe, seriam necessárias 843 equipes de Saúde da Família, mas só existem 571 equipes cadastradas, evidenciando um déficit de cobertura. Está configurado 70% de cobertura dentro de um universo de 2 milhões de habitantes. Além disso, as equipes enfrentam deficiências estruturais e de formação de equipes.
 
O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Sergipe (Cremese), Júlio Seabra, avalia o cenário político como desfavorável à implementação de mudanças necessárias na saúde pública sergipana. Para ele, as coligações políticas em seu estado reduziram a liberdade de escolha do eleitor, perpetuando problemas.
 
 
Fonte:  Assessoria de Comunicação do Sindimed (Mércia Oliva), com edição do Conselho Federal de Medicina

 
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