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Observatório do SUS - Espírito Santo Imprimir E-mail
Seg, 04 de Julho de 2011 11:10
Vistoria do CRM-ES aponta a falta de estrutura de unidades do SUS
Até lixo perto de leito foi encontrado em hospitais. Relatórios foram encaminhados aos Ministérios Públicos do Estado e da União para tomada de providências

Berços improvisados em cadeiras na sala de espera, lixeiras sem tampa e perto dos leitos, superlotação de pacientes nos corredores, infiltração, macas enferrujadas. Esse foi o cenário encontrado em alguns dos principais hospitais da Grande Vitória por membros do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), durante vistorias realizadas em junho.
 
 A situação levou o CRM-ES a dar um ultimato às Vigilâncias Sanitárias do Estado e dos municípios de Cariacica, Vitória, Serra e Vila Velha. As instituições receberam prazo de 15 dias para se manifestar sobre as irregularidades apontadas, consideradas omissão na fiscalização das unidades de saúde.
 
Por conta da situação crítica dos hospitais, o CR-ES poderia, inclusive, pedir que as unidades fossem fechadas, conforme explicou o presidente da entidade, Aloizio Faria de Souza. Mas isso, segundo ele, deixaria o sistema de saúde "ainda mais caótico do que está".
 
Caso as vigilâncias sanitárias não deem uma resposta adequada,  o Conselho de Medicina promete ajuizar uma ação para responsabilizar os gestores das vigilâncias sanitárias pela situação de descaso encontrada.  O CRM-ES reuniu fotos e fez um relatório completo de tudo o que está sendo visto nas unidades de saúde há dois anos. Todo o material também foi enviado aos Ministérios Públicos Estadual e Federal para que sejam tomadas as devidas providências.
 
Emergência - O presidente do CRM-ES, Aloizio Souza, frisou, ainda, que a situação é mais que emergencial. "Notificamos as vigilâncias sanitárias para que  cumpram seu papel e também protejam quem não tem plano de saúde. Esse é o nosso ultimato. Não pode haver tanta desigualdade no atendimento público em relação ao privado", destacou.
 
Muitos dos que já passaram pela experiência ser atendido por um dos hospitais vistoriados pelo CRM-ES viram, de perto, situações como as descritas pelo conselho. É o caso da balconista H., 20 anos. Ela conta que o pai - vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) - deixou o Hospital São Lucas, após ficar internado no corredor. "Estava todo mundo amontoado lá, uma bagunça", afirma.
 
Souza afirma que a solução não virá de uma hora para outra, contudo, isso não significa a opção é o silêncio.  "Temos que impedir que a situação piore. Se houver boa-vontade, as coisas saem do papel. É impossível que não se consiga pintar um hospital em 15 dias."
 
Corredores superlotados - Um dos principais problemas dos hospitais públicos, em geral, é a superlotação dos leitos e até mesmo dos corredores - locais que não deveriam abrigar pacientes, muito menos com um dreno no tórax, como foi flagrado pelo Conselho Regional de Medicina no Hospital São Lucas, em Vitória.
 
Esse mesmo hospital, inclusive, já foi tema de várias reportagens desde que começou a funcionar provisoriamente no Hospital da Polícia Militar. O atendimento chegou a ser suspenso por decisão dos médicos, que trabalhavam no local.
O secretário estadual de Saúde, Tadeu Marino, ponderou que muitos investimentos estão sendo feitos para melhorar a situação da saúde capixaba. "São mais de R$ 200 milhões para a construção dos novos Dória Silva e São Lucas. Todos esses hospitais têm uma estrutura antiga, arcaica, e uma hora ou outra aparece um vazamento", resumiu.
 
O secretário explicou, ainda, que a vigilância sanitária não tem uma rotina pré-definida nos hospitais. Não há limites de visitas e, na maioria das vezes, todas elas são feitas depois que o próprio corpo médico do hospital aciona o órgão.
 
 
Fonte: Assessoria de Imprensa do CRM-ES
 
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