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Seg, 04 de Julho de 2011 10:57
Após greve, médicos baianos conseguem garantias do Governo
Cerca de três mil profissionais de todo o Estado aderiram ao movimento, que durou sete dias, e foi ajudou a trazer importantes melhorias

Foi preciso uma semana de paralisação para que os médicos da rede estadual de saúde chegassem a um acordo com o governo baiano. As reclamações da categoria vão desde o baixo salário-base (R$723,81) até às condições precárias de atendimento e falta de infraestrutura das unidades de saúde. Desde o início do ano, os médicos baianos  tentam estabelecer diálogo com o governo, sem sucesso.

Em 19 de janeiro, o Conselho Superior das Entidades Médicas do Estado da Bahia (Cosemba), formado pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) e Associação Baiana de Medicina (ABM), solicitou à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) uma audiência para sugerir soluções de enfrentamento aos problemas vivenciados pelos servidores da saúde e pela população baiana. No entanto, a reunião não foi agendada.

Greve - Sem respostas, a categoria aprovou a greve no final de abril e esperou até 3 de maio para suspender as atividades, na esperança de um posicionamento da Sesab. As principais reivindicações foram a adoção do concurso público como única forma de contratação dos médicos, o cumprimento do plano de carreira assinado em 2009 e a implantação da GID (Gratificação de Incentivo de Desempenho) retroativa a 2010.

Pela proposta, as gratificações resultariam de uma avaliação de desempenho feita a partir do ano passado, conforme anunciou o Secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, em assembleia no dia 11 de dezembro de 2008. Mas quase dois anos e meio depois nada foi posto em prática.

Condições inadequadas - O Cremeb participou ativamente das negociações e entende que as reivindicações dos médicos são pertinentes. “Os profissionais de saúde trabalham em condições inadequadas, submetidos à pressão da indisponibilidade de leitos, da demanda sempre acima da capacidade das unidades, atendendo pacientes em corredores e mantendo outros em salas cirúrgicas por falta de leitos de terapia intensiva (adulta, pediátrica e neonatal)”, contou o presidente da entidade, José Aberlardo Meneses.
 
Para ele, a desumanização vista por todos ganha realce quando se trata dos cuidados elementares com a equipe de trabalho. Segundo ele, neste contexto, o profissional aparece como a parte frágil.
 
Melhorias - Com a pressão dos médicos e profissionais de saúde, o Secretário Jorge Solla assegurou à categoria a implementação da GID a partir de junho, com efeitos financeiros no contracheque de julho. O governo garantiu ainda definir os critérios para a avaliação de desempenho com a Secretaria Estadual de Administração. Solla também prometeu discutir as melhorias salariais da categoria com o Governador Jaques Wagner e revisar o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos a partir da retomada da mesa de negociação em julho.

Apesar das conquistas, o presidente do Sindmed-BA, José Caires Meira, reforça que os médicos baianos continuam em estado de greve. “Se o que foi acordado não for cumprido dentro do prazo estabelecido faremos novas paralisações”, concluiu.
 
 
Fonte: Assessoria de Imprensa do Cremeb
 
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